Por Mariana Vidal. Uns paravam no meio do caminho para tomar fôlego, outros se juntavam em grupos para comentar aquele absurdo, mas a vontade era mesmo de denunciar, de parar os carros na Rua Senador Vergueiro e avisar às pessoas que não estavam naquele cinema, que campo de concentração ainda existe e não é fruto de uma Alemanha nazista, é do atual governo dos EUA.
O filme “O Caminho para Guantánamo” é belíssimo, é vivo; daqueles que você não consegue se desvencilhar da tela um minuto. Não por acaso os ingleses Michael Winterbottom e Mat Whitecross ganharam o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim deste ano. (Outubro / 2006)