O Projeto Mangue História, da Mangue Jornalismo publica o 7º artigo do historiador Osnar Gomes sobre a ditadura e a Diocese de Propriá, em Sergipe.  De acordo com o professor, “ao longo da década de 1970 e 1980, o envolvimento da Diocese de Propriá com as lutas sociais alterou as relações de poder no estado”. A Mangre nos informa que o bispo dom José Brandão de Castro foi um dos maiores seguidores da opção pelos pobres.

“Dom Brandão virou uma voz corajosa contra as violências em todo Nordeste, denunciou a grilagem de terras em municípios nordestinos, ação comandada por oligarquias locais, empresas nacionais e corporações estrangeiras. Também citou a violência de pistoleiros e listou assassinatos; criticou a inoperância do Incra, o arcaísmo de cartórios corrompidos pelo poder econômico de companhias e as falcatruas que formavam imensos latifúndios e produziam um cenário de faroeste no campo brasileiro.

Na Bahia, o bispo de Propriá foi acusado publicamente por dois deputados estaduais de ser comunista. Foram registradas ameaças e o assassinato do jovem advogado de posseiros Eugênio Lyra, que atuava nas regiões das cidades de Santa Maria da Vitória e Coribe. O advogado foi morto por pistoleiros cinco dias antes de prestar um depoimento à CPI aberta na Bahia.

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