A Folha de S. Paulo divulgou recentemente que o Jornal Nacional, da Rede Globo, fechou 2010 com a pior audiência de sua história. Segundo pesquisa do Ibope, houve uma queda de 24% de audiência em relação a 2000, o que significa praticamente a perda de um em cada quatro telespectadores. Também foi divulgada a demissão da banda de músicos do Programa do Faustão, devido à crise de audiência. Outro programa da emissora, o Fantástico, enfrenta a pior crise de sua longa história.
O blogueiro Rodrigo Vianna, em análise do fato, lembra alguns dos motivos para esse resultado: a queda na audiência, que já vinha caindo lentamente; e o dobro de audiência do Jornal da Record. Após a crise de 2000, em meados do primeiro mandato de Lula, o jornalismo da Globo já estava sob o comando de Ali Kamel, “que conduziu a empresa para a direita: contra as cotas nas universidades, contras as políticas de combate ao racismo, contra o Bolsa-Família. O grande público não percebe isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada) sente que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos oito anos. Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público. Ouve-se por aí: a Globo não fica do lado do povão”, analisa Vianna. “Não torço pra que aconteça nenhuma ‘hecatombe’, nem que a Globo quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se divida. Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o Brasil”, concluiu.
Confira o texto completo de Rodrigo Vianna em seu blog Escrevinhador.