[Por Marcelo Salles/ Caros Amigos] Aos dezesseis anos de idade, Hanry foi assassinado com um tiro certeiro no coração. Tinha 1,65m, era mulato, corpo seco. Cursava o primeiro ano do ensino médio – nunca repetiu – e sonhava ser jogador de futebol, como tantos outros garotos. Seis anos depois, sua mãe, Márcia Jacintho, conseguiu levar a julgamento dois dos onze policiais militares que havia acusado. Os dois vão recorrer.

O caso de Hanry foi um dos 9.179 óbitos registrados entre 2000 e 2009 (até maio), como “autos de resistência” – quando a polícia mata um opositor em legítima defesa. Isso dá uma média de 2,67 mortes por dia. Por outro lado, foram registrados 59.949 homicídios dolosos, no mesmo período; crimes que o Estado não foi capaz de evitar.

O número de “autos de resistência” dá à polícia do Rio o título de campeã de letalidade. Entre todas as outras corporações similares no mundo, é a que mais mata – e também a que mais morre (dado que, por si só, evidencia uma política de segurança equivocada).

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