A coligação PSDB-PFL protocolou na quinta-feira, dia 5, pedido de investigação judicial eleitoral contra a CUT, solicitando que o TSE investigue se houve abuso de poder econômico por parte da entidade e conceda liminar determinando que a CUT retire de seu sítio na internet notícias relativas à campanha presidencial.
“Em primeiro lugar, esperamos que o TSE tenha uma posição clara, garantindo ao Portal e aos demais veículos de comunicação da CUT o direito a informar o que foi o governo do PSDB-PFL e o que é o governo do presidente Lula. Neste momento em que existem dois projetos em disputa, é fundamental esclarecer a base, pois este é um papel da Central”, declarou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos ao jornalista Leonardo Severo.
Para Arthur, ainda de acordo com matéria de Severo, “é importante que o TSE esteja alerta para defender a lisura do pleito, “porque o que se vê é uma articulação por parte da grande mídia, abertamente contrária à candidatura do campo democrático e popular. Há uma campanha descarada por parte de setores da imprensa no sentido de manipular a opinião pública, com mentiras e desinformações em favor da candidatura tucana”.
Segundo o advogado Ericson Crivelli, “a CUT juridicamente é uma associação e como tal não recebe contribuições compulsórias – como foi alegado na ação proposta pelo PSDB-PFL – e sim mensalidades voluntárias pagas pelas entidades filiadas”. Portanto, destaca o advogado, “querer impedir a livre manifestação da CUT seria admitir que a justiça eleitoral pudesse também cercear a liberdade de manifestação das ongs existentes na sociedade, o que é inteiramente descabido”.