(Agência Brasil). Justamente durante as manifestações da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, que vai até a próxima quarta-feira, os movimentos sociais do Médio Xingu, no Pará, comemoram a legalização da Rádio Comunitária de Altamira, após seis anos de análise do pedido de outorga no Ministério das Comunicações. 

“Vivemos em uma região que durante muitos anos foi esquecida pelo resto do Brasil. Aqui a gente não tinha justiça e as rádios sempre foram ligadas a políticos ou grileiros”, afirmou o diretor da Rádio Comunitária de Altamira, Domingos de Moraes. ” Para divulgar uma ação do movimento social, a gente tinha que ir para a rua distribuir panfletos. Agora, usamos o microfone”. 

Moraes contou que o pedido de autorização para a rádio comunitária foi formalizado ao Ministério das Comunicações em 1998, quando a emissora entrou em funcionamento. A iniciativa partiu de um conjunto de organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos e movimentos sociais de Altamira: a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FPVV); o movimento de mulheres; o movimento SOS Vida; o Sindicato dos Professores; o Sindicato de Trabalhadores Rurais; a Comissão Pastoral da Terra; a Pastoral da Comunicação; a Prelazia do Xingu; a igreja Metodista; a Fundação Tocaia; a Associação dos Produtores Rurais de Altamira e Região e o Mutirão pela Cidadania.