A última edição da Revista IstoÈ faz ataques nada gratuitos ao jornalista Beto Almeida. Nada gratuitos porque o próprio texto aponta como um dos pecado do jornalista a defesa que este faz em “artigos e fóruns de discussão, do repasse de verbas federais para emissoras públicas e comunitárias”. Se este é o crime de Beto, que seja então considerado culpado todo o movimento de defesa da imprensa popular. Explicado, então, por que Beto incomoda tanto? Pois é, mas Beto não pára por aí. Tem a cara de pau de pretender que e TeleSur, uma empresa multiestatal, criada com o apoio de seis países, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela se espalhe por outros países da América Latina, inclusive o Brasil.
Como diz o próprio texto da revista, Beto acredita que “a cultura imposta por Hollywood nos faz perder a identidade cultural e baixa a autoestima da população”. Ponto para ele. É isso mesmo. Entre outras maldades, Hollywood e aqueles que o copiam, apresenta a uma população misturada como a nossa, um modelo de beleza de gente branca, magra e de olhos azuis. É que ainda nos veem como Colombo viu os índios em 1942: seres exóticos que precisam de quem os governem.
A matéria ainda insinua outras acusações e deixa frases pela metade. Maldades contra um jornalista que se recusa a receber ajudas de custo pelas atividades de comunicação que participa, afirmando, nestes momentos, sua condição de servidor público.
Beto Almeida será um dos palestrantes no 15º Curso anual do NPC. Por várias vezes participou deste evento de comunicação nacional. Em todas elas recusou qualquer ajuda de custo pedindo para transformar este valor em assinaturas do Brasil de Fato.