Em 2006, mulheres ligadas ao MST, à Via Campesina e ao movimento camponês mundial, ocuparam a fazenda da Aracruz Celulose (RGS), destruíram plantações de eucalipto, laboratórios e milhares de mudas. A burguesia se escandalizou e a mídia tratou o episódio como caso de polícia. O fato serviu para chamar a atenção da sociedade para a inversão da lógica econômica neoliberal: não há dinheiro para investir na agricultura e na produção de alimentos, mas sobra dinheiro para o agronegócio.
O vídeo explica as razões que levaram as mulheres sem-terra a decidir pela ocupação e pela destruição das plantações e do laboratório da Aracruz. Mostra as conseqüências para a vida das pessoas, provocadas pela agressão, de várias formas, feitas ao meio ambiente. O documentário permite refletir sobre o significado simbólico da ação das camponesas contra os 30 anos de destruição de matas nativas promovidos no Brasil pela Aracruz. Questiona o papel da mídia e destaca a omissão frente à agressão às terras e à cultura dos índios guaranis e tupiniquins desalojados de suas terras.
Indicação de uso: Grupos de sem-terra, pequenos agricultores, comissões pastorais da terra, ambientalistas, universidades e escolas, estudiosos da questão agrária e críticos do agronegócio.
Ficha técnica: Produção: MST, FASE-ES; 2006; 16 minutos.
Contato: (27) 3322-6330 (Geise – FASE) // mst-es@uol.com.br