A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou uma nota por motivo do aniversário da morte da Irmã Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro de 2005. Ao mesmo tempo em que presta uma homenagem à missionária, a entidade lembra que a situação que levou ao assassinato de Dorothy continua a provocar tensões e conflitos na região de Anapu (PA), onde ela atuava.
No mês de janeiro, os assentados do local em que Dorothy foi morta bloquearam as estradas que davam acesso à área. A ação foi feita para impedir a continuidade da retirada ilegal de madeira e para chamar a atenção para a falta de fiscalização e controle dos órgãos públicos.
A entidade lembra que os interesses do capital e dos grupos que assassinaram Irmã Dorothy continuam presentes na região. Destacam-se as madeireiras que envolvem e cooptam organizações de trabalhadores para defender a exploração da madeira. Segundo a entidade, o próprio governo compartilha essa mesma visão, pois apóia declaradamente o agronegócio e a mineração na Amazônia e quer impor grandes projetos de infraestrutura, como é o caso da hidrelétrica de Belo Monte. Em lembrança da missionária, a CPT defende um desenvolvimento harmonioso, com respeito à natureza e às comunidades indígenas e camponesas.
Leia a nota completa da CPT.