No dia 21 de outubro de 2007, há um ano, keno era assassinado por um grupo armado a mando da transnacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. Valmir Mota de Oliveira, conhecido como Keno, era um dos militantes da Via Campesina que ocupavam uma área de propriedade da empresa. A Syngenta Seeds fazia no experimentos ilegais no local com sementes transgênicas, o que os movimentos sociais denunciavam desde 2006. 

Agora nessa terra, onde caiu o sangue de Keno, serão reproduzidas sementes crioulas. As terras foram doadas ao governo do estado do Paraná pela Syngenta em outubro. O poder público estadual se comprometeu a fazer um uso responsável da área de 127 hectares. A área será administrada pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).  

Desde março de 2006, a Via Campesina ocupou a área por três vezes. O acampamento recebeu o nome de Terra Livre. Na última ocupação, em outubro de 2007, Keno foi morto. 

A justiça caminha a passos de tartaruga, mas está sendo feita. Em julho, a Polícia Federal fechou 13 empresas de segurança que atuavam ilegalmente no Paraná, entre elas a NF Segurança, responsável pelo assassinato de Keno.