Claudia Santiago – Nas vésperas do 2° turno, circulou pela Internet um texto do jornalista Paulo Henrique Amorim que mostrava a importância crescente da informação eletrônica para uma campanha eleitoral e para qualquer difusão de idéias. E dizia, sem meias palavras, que a esquerda usa muito mal esta ferramenta. Duas frases finais do artigo sintetizam seu pensamento e podem ser uma enorme lição para sindicatos, movimentos e partidos de esquerda:
Frase 2: “De uma maneira geral, os governos, os partidos (com exceção de César Maia e Zé Dirceu) não sabem usar a Internet”. Não é segredo para ninguém que a maioria dos sindicatos usa muito pouco e muito mal este instrumento de “guerrilha informacional” que é a Internet. Amorim, frente ao fato que ele analisa, do alinhamento de toda a imprensa contra a reeleição do presidente Lula, receita que a única tábua de salvação é o uso da Internet.
No Globo de domingo dia 5, um artigo do colunista Merval Pereira confirma, partindo de outras análises, a lição acima. Sob o título de “Campanha digital” ele escreve: “A campanha eleitoral e este período de pós–campanha (…) revelaram a importância do uso da Internet como instrumento de mobilização e de discussão”. O artigo é rico em dados que provam a importância deste instrumento de guerrilha da comunicação. Só para ter uma idéia, há no mundo 4,8 milhões de usuários cadastrados do Orkut. Os brasileiros representam 66,49% dos usuários mundiais do Orkut. Outro dado: Nos EUA, há 57 milhões de pessoas que navegam na Internet. No Brasil, há 30 milhões e destes, 25% vasculham blogs todo dia. Vale a pena pensar no assunto e agir.