[Por José Cicero/ Ag. Pública] No dia 18 de abril de 1996, o fotógrafo carioca João Roberto Ripper, hoje com 73 anos, desembarcou no sudeste do Pará com uma passagem comprada pela sogra, 100 reais no bolso e uma missão de registrar uma das maiores matanças no campo na história do país: o massacre de Eldorado dos Carajás. “Quando eu soube que era um massacre com aquelas proporções, pelo que eu já documentava, eu sabia a importância que tinha”, conta. […] Três décadas depois, Ripper — um mestre em capturar a beleza das comunidades tradicionais — revisita a memória daquele “asfalto de desamor”. Nesta entrevista, ele reflete sobre a dor de fotografar chorando, a “hipocrisia da imparcialidade da imprensa” e como, mesmo diante da morte, a teimosia em ser feliz e a luta pela terra permanecem como as maiores bandeiras de camponeses. | Confira alguns dos trechos mais importantes da entrevista de João Roberto Ripper concedida à Agência Pública.