A violência policial nas grandes cidades do Brasil tem sido alvo de críticas de especialistas. Conforme afirmou Rodrigo Martins, na edição de 25/08 da Carta Capital, em junho, Philip Alston, relator especial das Nações Unidas, condenou a elevada taxa de letalidade das polícias do Rio e de São Paulo. Segundo Alston, as forças de segurança nos dois estados mataram 11 mil pessoas entre 2003 e 2009. As evidências mostram que muitas dessas mortes foram execuções.
A polícia paulista foi responsável por 543 mortes no ano passado, número 57% superior ao de 2008. “É uma taxa de letalidade inadmissível”, avalia o ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, em entrevista à Carta Capital. Dantas pretende encaminhar ao Ministério Público do Estado de São Paulo o pedido de que a instituição obrigue os delegados a registrar as mortes cometidas pela polícia como homicídios e não como autos de resistência, o que é feito normalmente para justificar a violência policial.
Na entrevista, Luiz Gonzaga Dantas fala sobre a história da polícia, sobre a ausência de casos de policiais condenados por descaracterizar a cena do crime e sobre o arquivamento de casos de registro de “resistência seguida de morte”. Ele analisa os principais problemas da perícia e aponta medidas para mudar a cultura da violência da PM.
Confira a entrevista completa na página da Carta Capital.