[Por Tatiana Lima-NPC] Na sala de casa, sentada no sofá estampado, num domingo de inverno, no dia 16 de agosto, estava Maria (nome fictício). Brasileira, moradora de favela, faxineira aposentada e mãe de dois filhos. Um de 10 anos, outro de 29 anos. Um, estudante do 3º ano do ensino fundamental; outro traficante.
Maria, sempre risonha, foi contando a história de vida, luta, crime, castigo e medo que viveu nos últimos anos. Como tantas mães, ela viu o filho mais velho desistir de estudar, não conseguir trabalho e se envolver com o tráfico de drogas. Isso, ainda antes de completar 21 anos. Desde o primeiro dia, a cada ação da polícia no morro, o coração disparava. “Mas fazer o quê? A gente fala, mas adianta?”, indaga Maria, que já sabe a resposta. Leia a matéria completa.