O Movimento Sem Terra dá continuidade à jornada de ocupação de terras, iniciada nesta primeira semana de 2011. Na madrugada do dia 7 de janeiro, cerca de 300 famílias ocuparam a fazenda Itapura no município de Castilho (SP). Em carta aberta à população, o MST explica que essa fazenda foi decretada para desapropriação para fins de Reforma Agrária em 05 de outubro de 2002 por ser improdutiva e por não estar cumprindo a sua função social. Mas até hoje esse processo se arrasta na justiça, assim como diversos casos semelhantes.
No início deste novo período político do país, a ocupação de terras é um posicionamento público para cobrar a Reforma Agrária – já que “as velhas estruturas agrárias têm sido mantidas, e com isso continuam as desigualdades, injustiças e violências”, diz o Movimento. A ação pretende ainda chamar atenção para a necessidade de assentamento imediato para todas as pessoas acampadas no Brasil, que somam aproximadamente 100 mil famílias. Também foram feitas outras reivindicações, como desapropriar grandes propriedades que não cumprem sua função social; atualizar os índices de produtividade; estabelecer um tamanho máximo para as propriedades rurais; desapropriar, para fins de Reforma Agrária, as fazendas cujos proprietários estão em débito com a União; e desapropriar fazendas onde tenha sido constatado crime ambiental ou situação de trabalho escravo.