[Por Gizele Martins] Auditoria ambiental, licença, multa e compensação foram temas que o secretário estadual do Ambiente Carlos Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, levantaram em uma coletiva de imprensa realizada dia 6 de janeiro sobre a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). A empresa foi multada em R$ 2,8 milhões por ter poluído, em dezembro, o ar na área do entorno da usina, no bairro de Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense. A CSA também terá que pagar mais R$ 14 milhões a título de “indenização compensatória” para a implementação de ações em benefício da população da região atingida pela poluição. No ano passado a Companhia já havia levado uma multa de R$1,8 milhão pela poluição dos bairros em seu entorno.
Para o secretário, é preciso que as empresas respeitem as leis. “As condições que foram empregadas não são aceitáveis, uma das nossas medidas vai ser a instalação de um sistema de câmeras, por exemplo”, disse Minc. Ele falou ainda que todo o valor da multa será gasto com a população que vive próximo da companhia, somando 750 famílias. “Dragagem do canal de São Fernando e drenagem da comunidade, pavimentação e asfalto, clínica de famílias. E, por fim, construção de um centro de referência no tratamento de diabetes e hipertensão”, enumerou.