CBN: 15 anos tocando a mesma música.

Por Sérgio Domingues. Publicada em: 09.07.2006

A CBN faz 15 anos em outubro que vem. A rádio inovou ao assumir a transmissão de notícias como único objetivo. Seus programas são bem feitos, em linguagem correta e passam uma sensação de isenção. Longe disso, o que impera é a defesa das idéias neoliberais. Não tem música, mas o repertório não muda.  

Segunda leitura: de mercados e escorpiões. Sobre o fechamento da revista Primeira Leitura

Por José Arbex Jr., em julho de 2006

“O MST não existe”, proclamava, em manchete de capa, a revista Primeira Leitura, em agosto de 2003. O MST, dizia a revista, era um movimento sem perspectiva histórica: o Brasil, finalmente, havia encontrado no agronegócio a chave para o desenvolvimento, enterrando de vez a demanda obsoleta de reforma agrária. A importância política do MST configurava, portanto, uma espécie de anacronismo. O tom da revista era triunfal, como se nota no seguinte trecho, assinado por Rui Nogueira, um dos editores: “O Brasil bate sucessivos recordes de produção agrícola, o agronegócio emprega cada vez mais mão-de-obra e não apenas garante ao Brasil a totalidade de seu superávit comercial como também o livra do déficit; mas João Pedro Stedile, com o apoio da Igreja Católica e a leniência das autoridades, continua a incendiar o país com sua causa tão influente quanto inexistente. A dura e crua verdade é que o Brasil tem hoje alguns milhões de sem-emprego e sem renda. Não há mais reforma agrária a fazer. O país precisa agora é optar pela revolução do crescimento.” Decorridos três anos da espantosa edição, o inexistente MST continua firme e forte; já a Primeira Leitura. 

A mídia e o fator Lula.

Por Luís Nassif, publicada em: 20.12.200

O exercício do jornalismo precisa ser repensado. E não se trata de um problema de forma, mas de conteúdo. 

Convergência de mídias em debate.

Por Dabate Chinni. Publicada em: 2.07.2002

Por Dante Chinni, em O Estado de S. Paulo. Nas últimas semanas, nas duas costas dos Estados Unidos, o grande e contínuo debate sobre a consolidação da mídia deu alguns largos passos – em direções opostas. Na semana passada, em Washington, a Federal Communications Commission, (Comissão Federal de Comunicações), FCC, anunciou que, mais uma vez, está disposta a reexaminar e quase certamente afrouxar as normas relativas à propriedade de mídia do país. A questão é até que ponto elas serão afrouxadas.