[Por Aldir Blanc] Sabe aquele pessoal que toma a saideira no Sopão, da Pereira Nunes, não consegue dormir, e parte pra rondar o Momo, de manhã cedo? Já fui da turma. Soube que, no assassinato de Osama bin Laden, pintou uma certa confusão. É natural. A rapaziada ainda estava meio zonza, não havia tomado a vitamina de ovo e caracu, nem pingado fogo paulista — tem mel — na média, etc., etc. […]

Até que um limão da casa e algumas Originais deixaram tudo claro-turvo: O Obama conseguira matar o Osama. Ufa! Incrível. A Casa Branca não consegue tramar, durante 10 anos, um assassinato sem se contradizer. Primeira versão: “Obama estava armado e reagiu.” No dia seguinte: “Obama estava desarmado e levou, ao reagir (cuspindo?), um tiro no peito e um no rosto.” 

Por que Osama não foi preso? Seria julgado e as promessas de campanha de seu quase xará pareceriam mais verdadeiras. Queimaram o arquivo Obama para queele não falasse sobre a corrupção entre o governo Baby Bush e a família Bin Laden. O jornalista Willian J. Dobson, do “Washington Post”, escreveu: “Se ex-funcionários do alto escalão egípcio fossem obrigados a se defender durante um tribunal internacional, qual seria a probabilidade de mantereem segredo informações (sobre) o mandante dos crimes, principalmente em se tratando daqueles cometidos para atender aos interesses americanos?” Ou seja, Mubarak corre o risco de aparecer “suicidado”. Foi prática comum em nossa ignóbil ditadura. Leia o artigo completo em nossa página.

[Publicado em O Globo de 08.05.2011]