Benedito Pires Trindade, secretário de Imprensa, lista erros factuais cometidos na cobertura da Globo sobre o Porto de Paranaguá. Segundo ele, posição contrária ao caráter público do porto não pode justificar distorções. Ali Kamel, editor-executivo de jornalismo da emissora, disse à Carta Maior que está analisando o caso.

Por Marco Aurélio Weissheimer – Carta Maior (10.11.2006)
O secretário de Imprensa do Governo do Paraná, Benedito Pires Trindade, enviou quarta-feira (8) uma carta aos jornalistas Ali Kamel, Carlos Eduardo Schroder, Willian Bonner, Elaine Camilo, Roberto Machado, Wilson Serra e Caio Barsotti, todos da Rede Globo, apontando uma série de erros na cobertura da emissora sobre o funcionamento do porto público de Paranaguá.
“Pela segunda vez, em menos de três meses, a Rede Globo erra sobre o Porto de Paranaguá. No dia 5 de agosto a tal caravana de Pedro Bial esteve no Porto e viu uma fila diante do terminal da Cargill, privado, e atribuiu-a à ineficiência do porto público. Chegou a afirmar que nos terminais arrendados à iniciativa privada a coisa ainda anda. Pior ainda, sem nenhuma sustentação
em fatos, apenas no ouviu dizer, disse que os caminhões podem amargar até 24 horas na fila”, escreve o secretário, que relaciona outros episódios da cobertura da Globo que seria marcada pela desinformação.

“No dia 7 de novembro, de novo no Jornal Nacional”, acrescenta, “mais um amontoado de  desinformações”. “Usando imagens de arquivo, a Globo volta a ver filas no Porto de Paranaguá. Chega a afirmar que as tais filas estendem-se por 90 quilômetros, atingindo Curitiba”. A

Secretaria de Imprensa do governo do PR entrou em contato com a afiliada da Globo no Estado e foi informada que a matéria não havia sido produzida no Paraná e que o jornalismo local da emissora não tinha participado da produção da mesma. “Donde se deduz que tudo foi feito com imagens de arquivo e dados também há tanto tempo arquivados, em desuso, superados pelos fatos”, assinala Benedito Pires. Na carta, ele observa que, após um processo de reorganização feito pelo governo do Estado, o Porto de Paranaguá não tem mais filas. “A nova logística exige que os caminhões que cheguem ao Porto estejam com as suas cargas negociadas e prontas para serem descarregadas nos terminais e embarcadas nos navios”, explica aos jornalistas.

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