“Entra logo. Tira essa roupa. Vira de costas. Agacha. Tosse. Pula. Agora de frente. Mais três vezes. Próxima. Rápido”. As frases não aparecem literalmente nos relatórios oficiais, mas ajudam a ilustrar o procedimento descrito por internas e familiares ouvidos pelos mecanismos de prevenção e combate à tortura. Durante anos, a revista vexatória fez parte da rotina do Presídio Feminino de Sergipe (Prefem). Mulheres privadas de liberdade relatam que eram obrigadas a se despir completamente, realizar sucessivos agachamentos e expor partes íntimas durante inspeções realizadas após visitas familiares e até mesmo após atividades internas da unidade. Pelos relatos, a prática ocorria mesmo com as detentas menstruadas. | Leia a reportagem completa produzida pela Mangue Jornalismo.