[Por Altamiro Borges]  Talvez embriagada pelos festejos natalinos – ou será mesmo por puro servilismo – a mídia brasileira sequer registrou a bombástica entrevista do ex-presidente da Itália, Francesco Cossiga, concedida em dezembro ao jornal Corriere della Serra. Nela, o renomado político italiano, hoje senador vitalício, afirma com todas as letras: “Osama bin Laden ‘confessou’ que a Al-Qaeda teria sido a autora dos atentados de 11 de setembro às torres em Nova Iorque, enquanto todos os círculos democráticos da América e da Europa sabem bem agora que o desastroso atentado foi planejado e realizado pela CIA e pela Mossad [serviço secreto israelense] para acusarem os países árabes e para induzir as potências ocidentais a intervir no Iraque e no Afeganistão”. 

Esta não é a primeira pessoa, com trânsito na política e formação intelectual, que faz tão séria acusação. Há muito circulam nos EUA notícias que reforçam esta grave suspeita – que só a abertura dos arquivos secretos da CIA terá como provar no futuro. No filme “Fahrenheit”, o cineasta Michael Moore, ganhador do Oscar, apresenta fatos incontestáveis sobre o envolvimento da família Bush com o clã Bin Laden. Noam Chomsky, renomado intelectual estadunidense, também acusa os neocons e os teocons do Partido Republicano pelo episódio. Já o premiado escritor Gore Vidal, que se auto-exilou após a invasão do Afeganistão, atacou na ocasião: “Somos governados por uma junta de homens do petróleo. A maior parte deles é do ramo – ambos os Bushes, Cheney, Rumsfeld e assim por diante. Eles estão no poder e este grande golpe irá beneficiá-los pessoalmente e também vai beneficiar os EUA, que terão acesso ao imenso manancial de óleo da região”.