A frase é da professora Adriana Facina, uma das organizadoras do Seminário Nós que Amamos Tanto a Revolução, realizado de 12 a 15 de maio, no Rio de Janeiro. No mesmo sentido, o vereador do Rio de Janeiro Eliomar Coelho (Psol), criticou a imagem que a mídia tenta construir dos jovens protagonistas das mobilizações de maio de 68 – “um conjunto de jovens desmiolados que só querem a liberação sexual”.
Eliomar foi o mediador do debate Lutas anti-imperialistas e movimentos sociais, realizado no dia 15. Para ele, os jovens queriam também a liberação sexual, mas não só isso. No Brasil, por exemplo, a passeata dos Cem Mil teve um caráter de oposição clara à ditadura militar e ao modelo de educação proposto pelo convênio MEC – Usaid. Também participaram do debate, os professores da UFF Carlos Walter, Virgínia Fontes, o professor da UFRJ Marildo Menegati e o bispo emérito de Volta Redonda, Dom Waldyr Calheiros.
“Precisamos colocar uma outra versão sobre 1968 como um ano de lutas, de grande agitação revolucionária. A grande preocupação da mídia é que as bandeiras levantadas naquela época continuam a fazer sentido”, apontou Adriana.
“Não só amamos, mas precisamos da revolução, como decorrência de uma crise social generalizada”, concluiu Marildo Menegati, em referência ao nome do Seminário.
A próxima edição da Revista Contra Cultura, produzida pelo Observatório da Indústria Cultural (OI-Cult) trará uma cobertura especial sobre o Seminário.