Em nota, a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) América Latina e Caribe denunciou atentados contra as rádios bolivianas San Miguel de Riberalta, Beni; Alternativa de Santa Cruz de La Sierra; Juan XXIII de San Ignácio de Velasco; Aclo de Tarija; Parapeti de Camiri e outras. 

“Calar as rádios que defendem e promovem o respeito pelas liberdades individuais e coletivas é um modo de calar todo o país e seu projeto democrático. Os responsáveis por essas agressões são grupos minoritários que reagem em defesa dos seus privilégios e criam uma situação de terror”, afirma a nota. 

A Amarc chama as rádios comunitárias e populares de toda a América Latina e Caribe para “romper o cerco de silêncio” e divulgar essas e outras informações sobre a Bolívia.  

Não é a primeira vez que rádios comunitárias, radialistas e jornalistas identificados pelos opositores como favoráveis ao governo de Evo Morales sofrem atentados. No final do ano passado, a Rádio Pátria Nueva, de Sucre, foi saqueada e o jornalista Juan Quiroga, que se encontrava no local, agredido.