“A América para os americanos. Ora, eu proporia com prazer um aditamento para os americanos, sim, senhor, mas, entendamo-nos, para os americamos do norte (aplausos). Comecemos pelo nosso caro vizinho, o México, de que já comemos um bocado em 1848. Tomemo-lo (hilaridade). A América Central virá depois, abrindo nosso apetite para quando chegar a vez da América do Sul. Olhando para o mapa, vemos que aquele continente tem a forma de presunto. Uncle Sam é bom de garfo: há de devorar o presunto (aplausos e hilaridade prolongada). Isto é fatal, isto é apenas uma questão de tempo.”
William Evarts, secretário de Estado dos EUA (1877-1881), em reunião com financistas e dignitários mexicanos em Nova York, entre gargalhadas dos americanos e “sorrisos amarelos” dos mexicanos, explicando a Doutrina Monroe, em A Ilusão Americana, de Eduardo Prado (1894). (Caros Amigos – Agosto 2002, pag. 19)