[18.05.09]

O trabalhador da GM Aparecido Constantino, de 42 anos, morreu na tarde deste último sábado, dia 16 de maio, após um grave acidente de trabalho. O operário foi atingido por cerca de 700 quilos de chapas de aço, enquanto manuseava um equipamento da área da Estamparia e Manuseio.

No momento do acidente, Constantino fazia hora extra e trabalhava sozinho na área, onde antes atuavam dois funcionários. Ele foi encontrado ainda com vida por um funcionário de uma terceirizada da GM, mas morreu horas depois, no hospital.

Ele trabalhava há 13 anos na empresa. Era casado e pai de três filhos. O trabalhador foi velado e enterrado em Caçapava (SP) no último domingo, dia 17 de maio.

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos organiza protesto

Nesta segunda-feira, dia 18, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à Conlutas, realizou uma paralisação de uma hora com os trabalhadores do 1º turno da GM.

Os metalúrgicos prestaram uma homenagem póstuma a Constantino e também protestaram contra as condições na empresa que levaram à morte do companheiro.

Dirigentes sindicais e cipeiros acompanharam o caso desde sábado. Para o Sindicato, uma série de irregularidades contribuiu para o acidente.

Desde 2007, cipeiros denunciavam para risco de acidentes graves no setor, inclusive sobre problemas no equipamento manuseado por Constantino, o que foi registrado em ata da Cipa.

Com as centenas de demissões realizadas pela GM no último período, as condições de trabalho foram precarizadas ainda mais. O número de trabalhadores foi drasticamente reduzido e, em contrapartida, o ritmo de trabalho aumentou.

Confira a nota divulgada pelas centrais sindicais em protesto contra morte de trabalhador na GM.

[Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos]