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No curso Práticas Alternativas em Saúde, assentados e acampados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio de Janeiro estão produzindo produtos fitoterápicos e fitocosméticos. Entre os produtos estão, por exemplo, sabonete de argila e xampu e condicionador de jaborandi. O curso também inclui ensinamentos de medicina chinesa, discussões sobre o sistema de saúde brasileiro.  

O Movimento pede que as pessoas comprem os produtos, inclusive para que a renda possa custear as despesas da 4ª etapa do curso.  O KIT Fitoterápico produzido pelo Coletivo de Saúde do MST RJ pode ser adquirido pelo telefone (21) 9356-0773, falar com Ivi Tavares. 

Confira os preços:

KIT BÁSICO (4 produtos) = R$ 10,00 

 1 sabonete  de rosas, morango e ylang ylang

+ 1 sabonete de argila

+ 1 xampu de jaborandi

+ 1 condicionador de jaborandi

·   GEL para PANCADAS e dores musculares = R$ 10,00

·   1 Xampu + 1 condicionador = R$ 5,00

No Rio, movimentos sociais e autoridades discutem a criminalização da pobreza

Na manhã do dia 14 de maio, representantes de movimentos sociais se reuniram no Rio de Janeiro para participar do debate “Os muros e o processo de criminalização”. O evento foi organizado pelo mandato do deputado Marcelo Freixo (Psol/RJ), e ocorreu no Plenário da OAB-RJ.  

Estiveram presentes no evento o coordenador para Assuntos Brasileiros da Anistia Internacional, o inglês Tim Cahill; o sub-procurador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual (MPE), Leonardo Chaves; o coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública, Leonardo Rosa; e o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous.  

Houve uma inversão do que normalmente ocorre em eventos que reúnem autoridades e membros da sociedade civil organizada. A palavra foi dada aos manifestantes. Coube aos órgãos públicos e ao representante da Anistia Internacional ouvir o que eles tinham a dizer, para só depois fazer suas colocações. 

Durante o debate foi apresentado um relatório que apresenta as mais variadas formas da política de criminalização da pobreza que vem sendo implementada no Rio de Janeiro. O texto foi elaborado em conjunto pelas organizações. Segundo Freixo, “a produção do relatório não foi um ato burocrático. É um ato de documentação das violações, o que a gente sabe que é extremamente importante. Isso garante muito mais a possibilidade das consequências que esperamos em um encontro como este”. Ele explica que o objetivo não é “falar entre os mesmos”, mas sim buscar forças para que saiam dali conseqüências concretas.  

Por fim, o documento foi entregue aos representantes do poder público presentes e ao representante da Anistia Internacional. Também foi apresentada uma carta que cobra dos órgãos públicos de direitos humanos, presentes no debate, os encaminhamentos nece
ssários para responder as denúncias apresentadas – em especial as referentes ao Estado e às e
mpresas transnacionais.