O integrante da coordenação nacional do MST, Joba Alves, avalia que a CPI da Petrobrás, instalada depois de manobra do PSDB, abre uma oportunidade para fazer o debate com a população sobre mudanças na Lei do Petróleo. Também para refletir sobre a retomada do monopólio da União sobre as jazidas, e a criação de um fundo soberano que vincule os recursos levantados com investimentos sociais.
“Queremos aproveitar os atos realizados contra a CPI para debater com a sociedade propostas estruturais para o setor do petróleo. Não podemos nos limitar ao rebaixamento ideológico das disputas no Congresso. Por isso, queremos discutir com as linhas da campanha ‘O Petróleo tem que ser nosso’, que vem articulando um conjunto amplo de forças”, afirma Alves.
Segundo ele, a direita pretende beneficiar as grandes empresas petrolíferas e o imperialismo com a CPI. “A CPI da Petrobrás é uma manobra da direita que, por trás da disputa eleitoral, esconde interesses das grandes empresas multinacionais do setor do petróleo e do imperialismo dos Estados Unidos, que querem controlar as riquezas do pré-sal, com a confirmação das expectativas de elevação do Brasil a um dos maiores portadores de petróleo do mundo”, analisa.