pasquim

Em junho de 1969, um ano após a decretação do AI-5, surgiu, no Rio de Janeiro, O Pasquim, uma publicação independente que aliou humor à resistência e ao combate às arbitrariedades da Ditadura Militar.

Na equipe estavam Paulo Francis, Jaguar, Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Ivan Lessa, Ferreira Gullar, e outros. Em 1970, quando a redação inteira foi presa, a publicação anunciou que uma gripe havia assolado a equipe, quando na verdade todos, menos Henfil e Millôr, haviam sido presos. Nessa fase, o veículo sobreviveu com a colaboração de artistas como Chico Buarque, Antonio Callado, Rubem Fonseca, e Glauber Rocha.

Em comemoração aos 40 anos do Pasquim, no Rio, os ex-integrantes comentaram sobre a pouca combatividade da mídia contemporânea com a mesma ironia presente nos textos que produziam. Em entrevista para o Brasil de Fato, citaram como causas a ausência de um inimigo claro como a ditadura, e a cooptação ideológica, entre outras. “A essência do humor é a liberdade. Hoje existe um outro tipo de censura, a do politicamente correto”, acusou Nani.

Além d´O Pasquim, durante a Ditadura, foram lançados os veículos alternativos Movimento, Opinião, Versus, e outros.