No Brasil, euforia geral: “A Copa é nossa, vamos ganhar”. Alegria! Alegria!
Escondida no subterrâneo da competição está, porém, a alegria dos grandes empresários do sexo que, na Alemanha, vão faturar bilhões de euros com a importação de 400 mil prostitutas (números estimados de Carta Capital). Isso mesmo, importação!
São mulheres que saíram, principalmente do Leste Europeu, mas também da África e da América Latina para estar à disposição dos machos que darão um jeito de escapar de suas respectivas esposas. Há um ano eram esperadas 40 mil. A estimativa aumentou em 1000% na véspera do Mundial.
A denúncia desta variante da exploração globalizada, que não virou pauta nos grandes meios de comunicação do País, chegou ao Brasil pelo semanário Brasil de Fato. Carta Capital, de 14 de junho, mais uma vez, foi a exceção. Em duas páginas, intituladas “Futebol à meia luz” tratou do assunto.
Uma rede de traficantes de mulheres levou para a Alemanha 400 mil mulheres. Obviamente que o perigo delas quererem ficar por lá não foi esquecido. Segundo o jornal Avante, para “procurar resguardar o país de uma onda de emigração indesejada, dado o flagelo do desemprego, falou-se de tentativas para que a própria UEFA (órgão máximo do futebol europeu) aprovasse um «visto especial» só para os dias do Mundial de Futebol e para as mulheres que, não vivendo na União Europeia, sejam «forçadas» (sic) a ir prostituir-se durante a competição, garantindo-se assim antecipadamente que não ficarão pela Alemanha a procurar trabalho ou a viver por lá.”
Pelo mundo afora, houve quem se insurgisse contra este fato. O jornal Avante do Partido Comunista Português é uma destas vozes.
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(por Claudia Santiago)