Novamente, Carta Capital publicou um texto associando autismo à falta de moral, degradação moral, corrupção. As pessoas acham que reclamar é “chatice politicamente correta”. Por isso, reproduzo abaixo comentários dos leitores, que, teoricamente, pelo perfil da revista, seriam pessoas da “nata” da sociedade brasileira em termos de informação.
Quem não se lembra dos nefastos “mongoloide” e “retardado” que eram usados no colégio para atacar colegas? Certamente não ajudaram minimamente a romper preconceitos e esclarecer sobre doenças mentais. Também vejo que está se tornando comum, infelizmente, até em discursos da esquerda, o uso de palavras como autista e esquizofrênico pejorativamente.
Falta-nos, aos pais de autistas e pessoas com deficiência em geral, aumentar nossa organização, pois se Carta Capital tivesse se atrevido a usar de maneira leviana palavras como gay e negro, para dar dois exemplos de movimentos bem organizados, certamente teria que engolir e levaria processo judicial. Ainda bem! Enquanto não chegamos lá, peço a compreensão de vocês pelo tamanho da mensagem e a colaboração, quer difundindo essas informações, quer se manifestando no site da revista (http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp).
[Rosane Vargas, mãe de uma adolescente autista, faz parte da equipe do NPC]