O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocou a realização, de 19 a 22 de abril, da Primeira Conferência Mundial dos Povos sobre o Câmbio Climático e os Direitos da Mãe Terra, com o objetivo de analisar as causas estruturais que provocam o cambio climático, trabalhar as medidas e propostas em defesa da vida e da sobrevivência do planeta – a mãe terra -. Para o evento, que acontecerá em Cochabamba, a 400 km da cidade de La Paz, estão sendo convidadas representações governamentais, dos movimentos sociais, cientistas, e organizações indígenas.

“No momento esta prevista a assistência de ao redor de 10 mil delegados de diferentes países e 6 mil nacionais. No Brasil muitas organizações sociais, atores políticos e personalidades manifestaram e confirmaram sua participação com o fim do debater e tomar ações coletivas em defensa da humanidade, de nossa casa comum, já que é uma problemática que atinge a todas as pessoas que habitamos nela. É o caso de Frei Betto e Leonardo Boff (quem, por exemplo, vai apresentar sua proposta trabalhada junto a Miguel d´ Escoto denominada: Declaração Universal do Bem Comum da Terra e da Humanidade)” Shirley Orozco Ramirez, Cônsul Geral da Bolívia no Rio de Janeiro.

Na convocatória, Evo Morales alerta que estamos diante de uma ameaça real para a existência da humanidade e dos seres vivos, que coloca em “grave perigo as ilhas e regiões costeiras, bem como as geleiras do Himalaia, dos Andes e as montanhas do mundo, os pólos da terra, regiões calorosas como a África, fontes de água, populações afetadas por desastres naturais crescentes, plantas e bichos, e ecossistemas em geral”. Os mais afetados pela mudança climática “serão os mais pobres do planeta que terão destruídos seus lares, suas fontes de sobrevivência e serão obrigados a migrar e procurar refúgio”.

O presidente boliviano lembra que “75% das emissões históricas de gases de efeito estufa originaram-se nos países do norte irracionalmente industrializados”, que hoje “não querem reconhecer a dívida climática que têm com os países em vias de desenvolvimento, as futuras gerações e a Mãe Terra”. Entre os temas a serem debatidos estão: o Tribunal da Justiça Climática, a dívida climática, redução de emissões, adaptação, Referendum Mundial sobre Câmbio Climático e outros descritos no site: www.cmpcc.org.