[Por Sheila Jacob] Como temos anunciado ultimamente, a comunidade da Vila Autódromo, localizada na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio, vem se mobilizando desde o ano passado para garantir sua permanência. O fato é que o projeto para as Olimpíadas de 2016 prevê a saída das famílias do local, onde está prevista a construção do Centro de Mídia e do Centro Olímpico de Treinamento. Para conversar sobre o caso específico da Vila Autódromo, foi realizada uma reunião na terça-feira, 2 de março, às 17h, na sede da Prefeitura do Rio.

O prefeito Eduardo Paes (PMDB/RJ) apresentou a proposta de reassentar a comunidade – ou seja, transferí-la para local próximo. Já os representantes Vila Autódromo, Altair Guimarães e Jane Nascimento, levaram a opinião dos(as) moradores(as), que querem permanecer em suas moradias.

Como ressaltou o advogado Alexandre Mendes, do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria do Estado do Rio, um grande problema é o fato de o projeto ter sido elaborado sem consulta prévia aos moradores da comunidade. Segundo ele, essa constatação permite que haja uma revisão do projeto por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI). O próprio prefeito assumiu haver um “erro na origem”, e disse estar aberto a outras propostas. Frente a isso, a defensora pública Maria Lúcia Pontes solicitou o projeto oficial aprovado pelo COI para ser analisado e discutido. A ideia é construir, juntamente com outros movimentos e entidades parceiras, uma contra-proposta, que “evidentemente será feita para que a comunidade permaneça”, como destacou.
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