[Por Murilo Marques Filho] No último domingo, dia 28/02, o jornal O Globo – Niterói publicou uma matéria, assinada por Luiz Gustavo Schimtt, que reafirma a posição do jornal contrária às minorias e grupos marginalizados. O texto relatava a expulsão de uma família Tenetehara (Guajajara) de um terreno no loteamento Maravista, de Itaipu, Niterói (RJ). O jornalista relata o que não viu e reporta apenas uma versão. Assim como fizeram os agentes municipais, condenou, sem provas e sem processo, uma família que não havia praticado crime algum.   

O caso é o seguinte: na tarde de quinta-feira, 25/02, no loteamento Maravista, a família de índios formada por um Pajé (Shimon Tenetehara), sua esposa e sete crianças entre 2 e 14 anos, foi despejada na chuva, na lama. A operação foi comandada pelo secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Niterói, José Antonio Fernandez, Zaff. A justificativa para a ação, segundo as palavras de Zaff, testemunhadas por dezenas de pessoas, era a de que “índio em Niterói só o Araribóia” 

Não se trata apenas de um caso exemplar de mau-jornalismo, mas de flagrante perseguição contra a etnia mais numerosa da Amazônia Oriental. Há precedentes na atuação jornal quando trata de fatos relacionados aos Tenetehara no Município de Niterói.

A denúncia é feita por Murilo Marques Filho. Leia o texto completo dele em http://centrodeetnoconhecimento.blogspot.com.