O primeiro dia foram só oficinas optativas. Os organizadores do curso foram surpreendidos pelo alto interesse que despertaram. Praticamente todos os inscritos participaram desde o primeiro dia, enquanto era esperado um número menor de pessoas. Afinal, elas eram optativas. Estas verteram sobre aspectos práticos e concretos da comunicação sindical e comunitária. As quatro oficinas, realizadas, todas por membros do NPC, foram sobre os seguintes temas:
Oficina ‘A cidade e a Imprensa Sindical’..
1 – A presença da cidade nas páginas de jornais sindicais. A conclusão ficou evidente através da análise de vários materiais. Infelizmente a cidade com seus problemas (transporte, escolas, serviços de saúde, lazer, equipamentos comunitários, violência, etc.) está pouco presente na imprensa sindical. Era o começo da discussão de qual deve ser a nossa pauta.
2 – Uma linguagem que comunique: compreensão das palavras e construção das frases.
A linguagem pode ser uma muralha que impede que milhares e milhões possam dialogar sobre nossa pauta. Exemplos não faltaram, de qualquer sindicato ou movimento social que produza seu boletim o jornal.
Mário na Oficina de Linguagem
.
Marcelo na Oficina de Diagramação..
3 – Uma diagramação agradável para cativar os leitores.
Depois de ter repetido que o ponto de partida da comunicação contra-hegemônica é o conteúdo ou seja a política, esta oficina tratou da forma dos nossos jornais. A idéia básica é que tão importante quanto o conteúdo é a forma. Se um material não for agradável, convidativo, não será lido. Foram dadas algumas dicas a respeito.
4 – A diagramação do século XXI: os infográficos.
Sempre uma boa diagramação foi necessária. Hoje é preciso incorporar novas técnicas e estilos próprios da comunicação visual características da comunicação da televisão e mais ainda da Internet. Os infográficos, fruto desta revolução artística do visual, são uma arte a ser assimilada na nossa comunicação. Sem isso nossos jornais e revistas continuarão antigos e superados.
Vito Giannotti, durante oficina