Hamilton de Souza, no dia 19/4 comentou, pela Internet, a pretensa virada da revista dos Civitas. “Veja muda posição e defende Serra e…Dilma”.  E explica: “No editorial da edição de 21.04.10 a publicação semanal da Editora Abril, porta-voz da direita mais raivosa, elogia o governo e deixa claro que tanto faz Dilma ou Serra na presidência”. Hamilton comenta, entre outras coisas, que esta pode ser uma tática para a revista se apresentar como neutra. OK, pode ser. Vamos ver.

Ao passar numa banca, se olharmos distraidamente para a capa da revista da mesma semana do editorial citado, esta estratégia mostra-se pura enganação. A manchete é “SERRA E a era pós-Lula”. Graficamente este “E”  parece decididamente com um “É”. E com acento. Ou seja “gente, SERRA É A ERA pós LULA”. Interessante não?  E a nova descoberta da neutralidade alardeada no editorial? Esqueça!

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Nelson Motta ataca esquerda e Emir Sader responde

O compositor Nelson Motta publicou um texto nos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo no dia 22/04 em que atacou o cientista político Emir Sader e o dirigente do MST, João Pedro Stedile. No mesmo artigo ele satirizou a TV Brasil e defendeu o Jornal Nacional, da Globo. Em resposta, Emir Sader escreveu um artigo no qual relembra que a Rede Globo nasceu das entranhas da ditadura civil-militar, apoiada em um acordo com a empresa Time-Life, dos Estados Unidos.

O que a empresa conseguiu foi comprar uma série de artistas, que conseguiram espaço para repetir o que os donos da empresa desejam, sem nenhuma credibilidade. (…) Um ex-compositor, em fim de carreira, também se tornou assalariado dos Marinhos, que lhe dão espaço para atacar a esquerda, defendendo o ponto de vista da empresa favorita da ditadura, agora querendo posar de democrática. E o que mais agrada os patrões do que atacar o MST, Cuba, Venezuela, Lula, a esquerda? Ainda mais alguém especialmente desqualificado para falar de um tema tão importante para a democratização da formação da opinião publica diz um trecho do artigo de Emir Sader. Leia o texto completo.