“Médicos estadunidenses fizeram experimentos com prisioneiros suspeitos de terrorismo e interrogados pela CIA após o 11 de setembro”, revela um relatório publicado pela organização Physician for Human Rights (PHR), que pede a abertura de uma investigação. A organização de médicos em defesa dos direitos humanos afirma que profissionais da saúde empregados pela CIA não se contentavam em “acompanhar” os interrogatórios dos detidos considerados de maior importância. “Há provas de que os médicos avaliavam a dor causada pelas técnicas de interrogatórios e buscavam melhorar seus conhecimentos a respeito”, explicou Nathaniel Raymond, dirigente da PHR, em uma entrevista à imprensa.
Pelo menos 14 detidos desapareceram nas prisões secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) entre o final de 2001 e setembro de 2006 e reapareceram no centro de detenção da base naval americana de Guantánamo, na ilha de Cuba. Entre eles, pelo menos dois foram submetidos a simulações de afogamento (submarino) e todos passaram por programas de privação de sono, nudez forçada e exposição a temperaturas extremas. Segundo o relatório, os Estados Unidos elaboraram, após os atentados de 11 de setembro de 2001, uma lista de “técnicas de interrogatório aprimoradas”, que depois foram amparadas legalmente pelo Departamento de Justiça. Alguma semelhança com o nazismo?
[Com informações da AFP]