livro

Depois de lançado no Rio, Manaus, Recife e Brasília, o Dicionário de Politiquês chega, agora, a Santa Catarina. O livro faz parte da batalha do NPC para convencer aqueles que lutam por mudanças sociais que a linguagem tanto pode atrair pessoas para esta luta, como pode afastá-las. É a batalha para convencer que falar a língua que todos entendem não é rebaixar o nível político do debate, mas sim trazer todos aqueles que querem fazer parte das discussões.  

A proposta do livro é a inclusão política de todos, independentemente do número de anos escolares que se tenha tido. Essa preocupação não é nova e, na maioria das vezes, não é da esquerda. É a imprensa comercial que tem pesquisado os hábitos e a linguagem do povo para com ele se comunicar, seja através dos antigos folhetins ou das atuais notícias dos jornais. O magnata da imprensa americana, William Herst, aconselhava aos repórteres de seu jornal Examiner: Há um operário que entra de madrugada no trabalho. Enquanto aguarda, ele abre o jornal. Pense nele ao escrever uma reportagem. Não escreva uma única linha que ele não possa entender e que ele não vá ler”.