Os alunos do curso de Comunicação Popular do NPC tiveram uma aula diferente no sábado, 5 de junho. Às 18h, foram recebidos pela aluna Gizele Martins no Museu da Maré, que funciona no Complexo de mesmo nome, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio. Logo foram informados de que se tratava do único, ou um dos únicos museus que funcionam dentro de uma favela em todo o planeta.
Lá dentro os visitantes embarcaram em uma viagem desde o tempo em que os moradores habitavam em palafitas – daí o nome Maré. Também puderam ver os vários tipos de moradias, as brincadeiras das crianças, a arte e a comunicação dos mareenses. Uma casa de antigamente fez com que os jovens sentissem medo sobre as palafitas, mas também fez os mais velhos se sentirem em casa diante de certos objetos, como a máquina de moer carne, o quadro na parede, a bacia de alumínio, o balde de lata.
No museu estão também expostas as marcas da violência, como a que tirou a vida do menino Mateus cravejado por balas de um policial. Por último, a dolorosa imagem das centenas, ou milhares?, de balas perdidas achadas pelos moradores nas ruas do bairro. O museu foi organizado pelos moradores, sob a coordenação do Ceasm, organização que atua na favela.