Nessa semana foram retomadas as buscas pelos corpos dos militantes desaparecidos na guerrilha do Araguaia, que aconteceu no início dos anos 1970 no sul do Pará. Esta é uma reivindicação antiga das famílias dos desaparecidos, que jamais tiveram direito a enterrar seus mortos. Em outubro de 2009 as buscas foram interrompidas por conta do período de chuvas.

A comissão responsável pela localização das covas e identificação dos corpos foi criada pelo Ministério da Defesa. A procura por corpos começou no último ano depois de uma negociação difícil e demorada entre o Governo e as famílias. O Exército é o principal oponente das famílias na questão. Exatamente por isso, as famílias criticam o fato de que as Forças Armadas sejam a principal responsável pelo esforço de buscas, que não conta sequer com a supervisão do Ministério Público.

O militar Sebastião Rodrigues de Moura, o “Major Curió”, revelou que 41 guerrilheiros foram mortos pelo exército depois de terem sido rendidos. Depois de iniciativas independentes dos familiares das vítimas, apenas dois corpos foram identificados: o de Maria Lúcia Petit e o de Bergson Gurjão.

Fonte: Pulsar e Radioagência NP