
Na foto, Gizele Martins do NPC e do Jornal Cidadão. Crédito: Tatiana Lima.
[Por Tatiana Lima] Caminhada em Defesa da Vida, saiu mais uma vez pelas ruas do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 23 de julho, pedindo justiça e lembrando a morte da chacina de meninos na Candelária há 17 anos. Os manifestantes destacaram também os 20 anos do desaparecimento de onze jovens da favela de Acari e os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Outras vítimas da violência, especialmente da violência policial, também foram lembradas.
Cerca de 2 mil pessoas com faixas de protesto atravessaram a Av. Rio Branco. A passeata começou depois de um ato ecumênico que lotou a igreja da Candelária. Glaciene Rodrigues dos Santos, mãe do menino Mateus, que morreu no Conjunto das Favelas da Maré quando saia de casa pra comprar pão precisou várias vezes ser amparada. Muito emocionada, ela disse que não aceita a morte do filho. “Quero justiça. Meu filho só queria comprar pão e morreu”.
No final do ato, os participantes seguiram até a frente da Câmara Municipal, na Cinelândia. Na chegada, os nomes de cada um dos jovens assassinados na chacina da Candelária foram lidos.
* Tatiana Lima é aluna do Curso de Comunicação Comunitária do NPC.