No mundo inteiro, estudantes, comunicadores, ativistas de mídia, entidades e movimentos sociais comemoram o dia 17 de outubro como o Dia Internacional pela Democratização da Mídia. No Brasil, para marcar a data este ano, várias entidades estão promovendo a terceira edição da Semana Nacional pela Democratização da Mídia, com atividades acontecendo em todo o País.
Hoje, a comunicação é central na vida de todos. Todo mundo vê televisão, ouve rádio, lê algum jornal ou revista – nem que seja pendurada na própria banca de jornal ou na sala de espera do dentista. Esses veículos de comunicação influenciam muito nossos gostos e opiniões, mas muito pouca gente como a mídia é construída, que ela tem lado e opinião – e mais, que ela tem dono.
Em nosso país, nove famílias são donas da maioria das rádios, tevês, jornais e revistas que dominam nosso cotidiano. Essas famílias não estão preocupadas em informar e prestar serviços públicos, mas sim em preservar e aumentar seus próprios lucros e interesses. Profissionais que querem fazer uma comunicação diferente são demitidos, movimentos sociais são criminalizados.
A Semana Nacional pela Democratização da Mídia é uma oportunidade de problematizar e discutir estas questões. A comunicação não é exclusividade do dono da tevê, do rádio ou do jornal, mas é um direito de todos. Se todos tiverem voz, se a comunicação for efetivamente democratizada e democrática, a construção de um Brasil melhor terá dado um passo importante.
(Texto produzido pelos organizadores da semana em S. Paulo)