No Brasil, desde a regulamentação da emenda 36/2002 pela Lei 10.610, de dezembro de 2002, o capital estrangeiro está autorizado a adquirir até 30% das empresas jornalísticas e de radiodifusão. As normas que regem a televisão por assinatura via satélite não estabelecem restrição ao capital estrangeiro. Já a Lei da TV a Cabo permite o ingresso do capital externo em até 49%. Porém nos casos da Net da TVA, que pertenciam aos grupos Globo e Abril, respectivamente, as corporações transnacionais Telmex e Telefonica de Espanha conseguiram driblar a legislação brasileira para assumir o controle acionário. Durante os seis primeiros anos dos dois mandatos de Lula, seis fusões de empresas acentuaram a monopolização e a internacionalização da TV paga. Net/Telmex, Sky/DirectTV, TVA/Telefônica, Net/ Vivax. Oi/Way TV e Net/BigTV.
[Do livro A Batalha da Mídia, de Denis de Moraes. P. 109]