O filme trata da participação do homem na sociedade a partir de seus atos mais básicos: pensar e falar. Ele mostra a importância da palavra nos momentos revolucionários, de articulação e movimentos de mudança social. Importância que pode ser comprovada pelos decretos que o poder baixa para tentar impedir que a palavra, seja escrita ou falada, prejudique seus planos. Como o Ato Institucional número 5 decretado no Brasil, sob o regime militar, em dezembro de 1968, que submeteu imprensa, livros e expressões culturais à censura e os cidadãos a uma forte repressão. 

Calado o povo, o governo pôde mostrar apenas a imagem de Brasil que lhe interessa. Mas muitos se recusavam a calar e, através de músicas e poesias, começou a crescer o fermento da resistência. Mesmo sufocada, a palavra foi criando espaço onde não havia e conseguiu força para lutar pela volta da liberdade de expressão como um direito. 

Hoje, rádio, televisão e cinema fazem parte de nossas vidas e existem diversas opiniões sobre como devem funcionar, por conta da influência que esses meios de comunicação têm na formação dos cidadãos. Mas é consenso que a liberdade deve ser um direito, ainda que variem de forma, a cada época e lugar. 

Indicações de uso:

Filme ótimo para aulas de História do Brasil e exposições, palestras ou debates que envolvam o tema da ditadura militar. 

Ficha técnica: Não localizada.