[Por Raquel Junia e Sheila Jacob] Militante do Partido Comunista Brasileiro e da Ação Libertadora Nacional (ALN), Gilney Amorim Viana foi expulso do curso de medicina da UFMG pelo decreto 477. Ele foi preso em março de 1970 e permaneceu encarcerado por quase dez anos, respondendo a dez processos. Só em 1985 terminou sua condenação. Gilney foi um dos 21 anistiados políticos no último dia 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro. “Pego as fotos de centenas de companheiros que foram mortos sob tortura, e vou jogar lá no editor para ele saber se a dita foi branda ou foi dura”, disse, se referindo a recente editorial da Folha de S. Paulo que chamou a ditadura brasileira de “ditabranda”.