Mas quem conhece a principal central sindical do país sabe, a CTV, sabe que esse tipo de atuação não é nenhuma surpresa. A CTV é uma espécie de Força Sindical venezuelana, com o agravante de não existir uma CUT para se opor ao peleguismo e corrupção que representa. Seu presidente é Carlos Ortega, eleito em outubro passado em processo considerado viciado pelo próprio Tribunal Supremo Eleitoral venezuelano: Ortega se proclamou presidente com apenas 51% das atas eleitorais apuradas.
Uma vez empossado, Ortega começou a articular a greve nacional de 10 de dezembro, contra os 49 projetos de lei apresentados por Chávez. Entre eles, o que pretendia acabar com o latifúndio improdutivo. A greve de dezembro foi o primeiro lockout empresarial da história da Venezuela Esta e todo o movimento golpista posterior contaram com o apoio de toda a mídia, da alta hierarquia católica venezuelana, do empresariado da Federcamaras, sob a inspiração e coordenação dos EUA, seja através de instrumentos diretamente político-militares, seja através de organizações sindicais.
Estas e outras informações podem ser encontradas no artigo de Altamiro Borges, no site www.oficinainforma.com.br. Altamiro Borges é editor da revista Debate Sindical.