Chamar as duas antologias do Pasquim publicadas pela Editora Desiderata de “edições históricas” seria trair um pouco o espírito irreverente, e em geral autodepreciativo, do famoso “hebdomadário”. Melhor dizer mesmo como o jornalista Sérgio Augusto, que, parafraseando Marx na apresentação do primeiro volume, refere-se ao Pasquim como uma farsa que se repete agora como história. Farsa, segundo o dicionário, pode ser uma “comédia de baixo nível” ou uma “narração que provoca o riso”. O “jornaleco”, como os editores carinhosamente o chamavam, era de fato um pouco isso. Só que muito mais. [11/09/2007]