Em 25 de Abril de 1974, em Portugal, a Revolução dos Cravos derrubou a ditadura de Salazar que já estava no seu 48º ano. Ela ganhou esse nome por causa da distribuição de cravos vermelhos aos capitães rebeldes. Ela abriu caminho para independência de colônias portuguesas na África, como Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. “Foi bonita a festa, pá”.

Para o historiador Luís Eduardo Mergulhão, o “Movimento dos Capitães tinha uma proposta democrática, de construção de uma sociedade mais justa e, é claro, queria o fim das guerras coloniais. “

Para ele, são decorrência disto os acordos que levam à independência de Angola, Moçambique, etc. “Apesar do programa ser genérico e a composição do movimento heterogênea, havia um componente de esquerda importante”, afirma.

O professor conta que Vasco Gonçalves, que em 1975 chefiará o governo provisório, era declaradamente marxista. “O Partido Comunista Português (PCP), não esqueçamos, era o único partido realmente organizado, apesar da repressão, incluindo um forte trabalho nas forças armadas”, diz.

[Publicada originalmente no jornal Fala Feteerj, de abril]

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