15.04.1906: Trabalhadores reunidos no I Congresso decidem fundar a Confederação Operária Brasileira (COB). Decidem ainda criar a Voz do Trabalhador, seu periódico quinzenal que circulou a partir de 1908.
18.04.1996: Os jornais noticiaram o assassinato dos 19 sem terra em Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido no dia anterior. Um dos mortos, o jovem Oziel Alves Pereira, foi massacrado a coronhadas na frente de todo mundo.
Massacre de Eldorado dos Carajás completa 13 anos sem desfecho
Em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores rurais morreram em um atentado praticado pela Polícia Militar que ficou conhecido como o Massacre de Eldorado de Carajás. Ao lado do Massacre do Carandiru (1992) e da Chacina da Candelária (1993), o caso é conhecido como uma das ações policiais mais violentas do Brasil. Em
Passados 13 anos do massacre no Pará, permanecem soltos os 155 policiais assassinos, que além mos mortos deixaram centenas de feridos e 69 mutilados. Dentre os 144 incriminados, apenas dois foram condenados: o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira. Ambos aguardam em liberdade a análise do recurso da sentença, que está sob avaliação da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na próxima semana, o MST montará dois acampamentos no Pará para cobrar a condenação dos responsáveis pelo massacre e apoio às famílias sobreviventes. No dia 17, na Curva do S, em Eldorado de Carajás, 500 trabalhadores rurais participam das atividades do Acampamento da Juventude, a partir do dia 10. Em Belém, 600 pessoas estarão mobilizadas depois do dia 14.
19.04.1918: O Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis do Rio, no seu jornal O Cosmopolita, conta a tragédia do 1º de maio de 1866, em Chicago/EUA.
20.04.1935: A Lei de Segurança Nacional recém-criada por Vargas é usada pela primeira vez. Uma edição inteira do jornal A Pátria, publicação pró-ANL (Aliança Nacional Libertadora), é apreendida no Rio de Janeiro.
21.04.1899: Nas vésperas do 1º de maio, o escritor Euclides da Cunha lança o jornal O Proletário,
23.04.1899: Sai, em Paris, o jornal satírico O Prato de Manteiga, com ilustração alusiva a 1º de maio: 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de repouso é o tema de influência da capa. Teve grande influência sobre a classe operária brasileira.
23.04.1997: É lançada a publicação alternativa Caros Amigos, do campo da esquerda.
24.04.1929: O jornal do PCB, A Classe Operária, convoca o comício do 1º de maio, no Rio, para a Praça Mauá. Compareceram mais de 60 mil habitantes da capital.
25.04.1929: Os muros do ABC e de São Paulo amanhecem cobertos de cartazes que convocavam para o 1º de maio
26.04.1920: Elvira Boni dirige a sessão de encerramento do III Congresso Operário Brasileiro. Ao fundo, três grandes jornais sindicais da época: Voz do Trabalhador, Spartacus e Liberdade. Elvira havia liderado, no ano anterior, a greve das costureiras pelas 8 horas, no Rio.
27.04.1968: Durante a greve dos metalúrgicos de Contagem (MG), começa a circular o jornal Piquete, ligado à organização revolucionária Colina.
27.04.1920: Há um racha no maior semanário de imprensa alternativa de esquerda, Movimento. Um grupo de seus integrantes cria o Em Tempo, novo jornal alternativo que reunia vários núcleos trotskistas.
28.04.1920: O jornal da COB, Voz do Trabalhador, inova na sua apresentação para o 1º de maio. Na capa, uma ilustração que traduz o ideal da Central: um operário de marreta na mão sobre as caveiras do “capitalismo, clero, burguesia, militarismo”.