01.04.1964: Um dia após o golpe civil-militar, quando o presidente ainda estava em solo brasileiro, o Correio da Manhã disparou: “Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: saia”. No dia anterior, o jornal já havia mostrado seu apoio ao golpe com a manchete “Basta-Fora”. No dia 1º de abril, mais de 100 mil pessoas foram presas pelos militares golpistas. No Estado do Rio, mais de 50 mil são confinados no Centro Poliesportivo Caio Martins, em Niterói. Além disso, três navios ancorados na Baía de Guanabara ficaram lotados de presos.  

02.04.1964: 800 mil pessoas saíram às ruas na “Marcha da Vitória”, em apoio ao golpe de 31 de março. Foi a segunda grande passeata organizada pelas forças da direita. 

04.04.1968: Na Candelária, Rio, missa de 7º dia pela morte do secundarista Edson Luis. Cerca de 30 mil pessoas foram atacadas pela repressão com espadas, cavalos e fuzis.   

05.04.1968: A ALN, liderada por Carlos Marighella, lança o jornal O Guerrilheiro. Logo após, o jornal passará a ter o mesmo nome da organização: Aliança Libertadora Nacional.  

08.04.1974: Morre assassinada pelo Exército a guerrilheira Diná Coqueiro. Ela lutava no Araguaia contra a Ditadura e pelo socialismo.  

09.04.1964: Tropas do Exército e da Força Pública invadem a Universidade de Brasília, que era  “ninho de subversivos” para a Ditadura. Nesse mesmo dia são cassados mandatos parlamentares e suspensos os direitos políticos de quem pudesse atrapalhar o regime. No grupo constavam Prestes, Brizola, Jango, Jânio Quadros, Juscelino, Josué de Castro, Samuel Wainer, além de 40 juizes, 1200 militares e 1400 civis.


11.04.1984:
Os jornais dão destaque ao grande comício do Rio pelas Diretas-Já. Foi o maior da história – reuniu cerca de um milhão e cem mil pessoas na Avenida Presidente Vargas.

12.04.1972: Começam os combates entre guerrilheiros e Exército na região do Araguaia. A guerrilha do Araguaia foi o mais consistente movimento armado de resistência da esquerda.