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Carlos Nelson Coutinho..

“Uma das lutas mais importantes que se trava é pela socialização dos meios de comunicação. O que não significa estatização, mas  a possibilidade de que a sociedade civil controle os grandes meios de comunicação.”

“Com o surgimento da televisão, a dificuldade de se travar uma luta política nos meios de comunicação se acentuou, provocando um desequilíbrio nesta batalha. Mas não devemos partir do princípio, falso a meu ver, de que estamos diante de um sistema de manipulação impermeável a nossa ação.”

 “Tirando o período de 1945 a 1947, quando havia diários comunistas em várias capitais brasileiras, os partidos de esquerda nunca tiveram imprensa diária. Nós tivemos um partido de esquerda de massa por muitos anos que não foi capaz de ter um jornal diário. Teve o Brasil Agora, jornal semanal”

Carlos Nelson Coutinho
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Virgínia Fontes..

“O problema é que muitas vezes fazemos lutas pontuais que, embora legítimas, muitas vezes apagam a luta de classes e fazem com que voltemos para um nível de consciência CORPORATIVO. Perde-se de vista que essa construção social  é uma construção de classes e torna-se apenas a defensora de um grupinho incapaz de ver além de si mesma.”

Virgínia Fontes
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Joaquim Palhares..

“O marketing político transformou o Lula numa caricatura. Comunicação não é marketing. As pessoas que comandaram a comunicação no governo Lula transformaram o PT e o governo numa grande agência de comunicação. Marketing político transforma a política em nada e o PT em algo inútil”

Joaquim Palhares
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Carla Silva..

“Entre 1989 e 2002 a Veja teve duas funções: apontar o programa de governo – e ela fez isso o tempo todo – e acalmar as crises politicas conjunturais. Quando a revista tem que legitimar o que ela tem a dizer, age como uma intelectual concreta.. Ela organiza, formula, indica caminhos e cobra sistematicamente.”

“A Veja, ao falar da crise política deste ano, mantém uma linha de coerência ao longo do tempo o que significa apoio ao programa econômico do governo. Neste sentido adota uma campanha sistemática contra os radicais. Ser radical é uma coisa que vai mudando ao longo do tempo. Ser radical em 89 era ser do PT. Em 94, era só uma parte. Em 98 era uma parte menor ainda. Em 2005, ela diz, não com estas palavras, que o José Dirceu é radical porque critica a política monetarista do governo”

Carla Silva
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Marcelo Freixo..

“Quem está preso é jovem, homens, em sua maioria, e pobres – 93% dependem da defensoria pública para ter atendimento judicial. Quase todos negros ou não-brancos e de baixíssima escolaridade. Oitenta por cento têm o primeiro grau incompleto. Na prática, sabem escrever o próprio nome. Eu tenho dito que a prisão não é um instrumento de exclusão social, pois consolida um processo de exclusão, que é anterior a ela. Representa a pena de morte social”

“Em 1998, esses conflitos causaram a morte de 397 civis e 99 policiais. No ano seguinte foram 289 civis e 99 policiais. Em 2000, 427 civis e 106 policiais. Em 2001, 592 civis  e 91 policiais. Em 2002, os números chegaram a 900 civis e 170 policiais. Em 2003, mais 1195 civis e 45 policiais mortos. Em 2004 ficou na faixa de 1.100 civis mortos. Em 2005, esse número vai ser recorde, vai passar de 2.200”

Marcelo Freixo
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Sérgio Domingues..

“A maioria da esquerda socialista dos últimos 20 anos jamais organizou uma imprensa alternativa capaz de fazer a disputa hegemônica com a burguesia. Preferiu abrir espaços na grande mídia burguesa, onde só falam aqueles que
os proprietários da grande mídia permitem. Temos que romper com isso.”

“Para uma disputa a hegemonia visando acabar com a exploração, é preciso combinar as lutas contra a exploração e a opressão num mesmo combate.  Apresentar um projeto socialista junto às forças sociais exploradas e dominadas capaz de disputar com o projeto conservador que os poderosos vivem a lhes oferecer. Estamos falando de disputa de hegemonia. Não se trata apenas de combater a exploração, nem de só fazer a luta teórica e ideológica. Trata-se de vencer a luta por outros valores. De conquistar as almas dos explorados. Para ter chance de ser alcançado, esse objetivo deve ser parte da ação de milhões de pessoas das camadas inferiores da população. Deve acontecer de baixo para cima.”

Sérgio Domingues
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Stédile com Adriana, assessora..
de Formação do Sindipetro-RJ..

“Passados 15 anos da adoção do modelo neoliberal, existem no Brasil 12 milhões de trabalhadores adultos desempregados, 16,9% da população economicamente ativa, segundo cálculos do DIEESE. Outros 15 milhões estão no mercado informal, fora do processo produtivo. Não figuram nem nas estatísticas de desemprego. São 27 milhões de brasileiros. Anotem, pois quase não tenho visto isso na imprensa”.

“Vocês se deram conta de como a imprensa burguesa não se interessa pelo debate sobre o salário mínimo? Pra eles, tanto faz se for 300, 400, 500 reais, eles não reagem, ninguém critica. Por que? Porque o capital internacional não está nem aí pro valor do salário mínimo. A esfera de acumulação deles não depende mais do salário mínimo. Agora, eles acompanham minuto a minuto as variações da taxa de juros, o comportamento do Banco Central e o comportamento da Bolsa de Valores.”

João Pedro Stédile – Dirigente Nacional do MST
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José Arbex Jr. e Claudia Santiago..

“Somos educados dentro de uma tradição que coloca o jornalismo como alicerce da democracia. Por isso, é tão difícil para nós identificar a mídia com o que realmente ela é”.

“Quando lemos a grande imprensa, procuramos contrabando dentro do caminhão. O problema é que o contrabando é o próprio caminhão”.

José Arbex Jr.
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Claudia, Renata e Kátia..

“No nosso caso, é preciso mais do que a luta imediata. Nós fazemos uma luta política. A gente quer virar esse globo de cabeça para baixo. Para um outro mundo ser possível, uma outra pauta é necessária. A pauta do jornal sindical está centrada na categoria mas tem que ter um horizonte amplo o mundo. Por que? Porque a luta política não pode prescindir da comunicação porque é através da comunicação e da cultura que é feita a luta de idéias. Agora, essa ampliação da nossa pauta tem ser feita com muito jeito porque a gente sabe quais são os interesses imediatos dos trabalhadores. O que eles espontaneamente querem é  salário, ações na justiça, convênios. Mas, nós, para mudar este mundo sabemos que é preciso introduzir a discussão de outros temas que atingem a vida do trabalhador e sobre os quais só ouvem as mensagens da burguesia.

Precisamos mostrar, do ponto de vista dos trabalhadores, toda a violência a qual o povo é submetido. Inclusive a violência policial nos morros e periferias, a violência do machismo e do racismo.”

Claudia Santiago – Editora do Boletim do NPC